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Vitiligo e os fatores bioquímicos

Alterações bioquímicas nas áreas acometidas pelo vitiligo também foram evidenciadas. Schallreuter et al. demonstraram que a fluorescência característica do vitiligo à luz de Wood pode ser resultante do acúmulo de duas diferentes substâncias chamadas pteridinas na forma oxidada, que são a 6-biopterina, com fluorescência rósea, e a 7-biopterina, seu isômero, com fluorescência amareloesverdeada. Sabe-se que a (6R) - L - eritro 5, 6, 7, 8 tetrahidropterina (6BH4) é um co-fator essencial a várias etapas do metabolismo intracelular, incluindo a hidroxilação de aminoácidos aromáticos como a L-fenilalanina, L-tirosina e Ltriptofan. Além disso, há evidências de que as pteridinas são sintetizadas durante a ativação da imunidade celular e a hematopoiese.
Lei et al. descreveram a presença da enzima 4a-OH-tetra-hidropterinadesidratase,  envolvida na egeneração das tetrahidropterinas,  nos queratinócitos epidérmicos e também concluíram que, em condições fisiológicas, a presença do cofator 6BH4 é crucial, tanto em melanócitos, quanto em queratinócitos, para ativação da enzima fenilalanina-hidroxilase e síntese de L-tirosina a partir da L-fenilalanina.

Portadores de vitiligo

Nos portadores de vitiligo, entretanto, observa-se uma superprodução de 6BH4 associada ao acúmulo de seu isômero 7BH4.Recentemente, foram estabelecidas duas possíveis causas desse aumento na produção das tetra-hidropterinas: ou por aumento na atividade da GTP-ciclo-hidrolase I, enzima importante na síntese de 6BH4, ou por defeito na reciclagem da 6BH4 associada à redução da atividade da 4a-OH tetra-lidropterina.
Essa hipótese foi testada usando-se um espectroscópio não invasivo em 23 pacientes portadores de vitiligo. Os resultados demonstraram que todos os pacientes tinham níveis elevados de fenilalanina nas áreas lesadas em comparação com a pele normal. Entretanto, Cormane et al., demonstraram, anteriormente, não haver qualquer evidência de acúmulo periférico desse aminoácido essencial nesses pacientes. Tais assertivas evidenciam a necessidade de outros estudos mais conclusivos no que se refere às alterações quantitativas e qualitativas  desse aminoácido nos pacientes com vitiligo.
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